Tiririca, #Ficadica
Outubro 8, 2010Dicas para desencanar e não pagar mico.
Junho 8, 2010Quem sou eu pra ensinar algo a alguém, ainda mais – usando a máxima de Carrie Bradshaw – when it comes to relationships??? A pretensão deste post é meramente elucidativa e aconselhativa, tipo um papo reto que eu teria com as minhas irmãs e amigas. Ou, eventualmente, com o meu eu num futuro próximo ou nem tão próximo assim.
By the way, no meu currículo de 5 (not-so-)long-term relationships, 2 de média duração e um ou outro que não passou dos dois meses, eu presenciei e vivenciei muitas das situações que me causam repulsa atualmente. Então, querida, se você se sentir ofendida ou discriminada em algum momento deste texto, saiba que I’ve been down that road before too.
É que, definitivamente, na atual conjuntura da minha vida, não há nada mais merecedor de um post-conselho do que auto-degradação feminina pós-relacionamento.
And, maybe, he’s just not that into you!
1 – Quem quer ficar junto, FICA JUNTO.
É a regra básica e essencial do pós-pé-na-bunda. Não importa a desculpa dada, as histórias inventadas, os deslizes cometidos… QUEM QUER NAMORAR, SIMPLESMENTE NAMORA. Ou casa, sei lá.
Mas namora mesmo, de colocar commited no Orkut, de levar pra almoçar na casa da vó, de montar álbum com coraçãozinho, de mandar mensagem romântica no Twitter.
Esse papinho de “tem o vestibular”, “preciso respirar, um tempo e espaço pra mim”, “tem a viagem pra Espanha”, “pessoa certa na hora errada”, “eu te amo mas você merece mais que eu”, tem uma tradução bem clara e direta:
NÃO TEM MAIS JEITO, ACABOU, BOA SORTE!
Se Romeu ficou com Julieta, Hillary esqueceu a estagiária do Bill, se Edward transformou a Bella, Tarcisio e Glória Menezes fizeram 183 anos de casados, se minha melhor amiga mudou com o namorado pra uma ilha, e a Branca de Neve viveu feliz pra sempre com o príncipe, está mais do que provado que não há sete anões que impeçam o amor de verdade.
No mínimo, no mínimo, esta história está mal contada…
2- Perdoar é um dom, mas nem tanto…
O cara fez-que-fez, mentiu, traiu, cuspiu no prato que comeu e, ainda por cima, te contou, BELIEVE ME, não é o seu perdão que ele quer e espera.
Enquanto você cura o furo no seu peito se forçando a desculpar este serial killer do amor em nome do relacionamento, ele está com uma ponta de esperança que você fique desapontada com as cagadas e termine com ele de uma vez por todas, sem piedade, sem que ele precise tomar a atitude cruel.
No fundo, a esperança é a de que você se toque por si mesma, poupando-lhe o trabalho de te falar a real: – oi, quero ficar com a menina que tá me dando bola no msn. E a gostosa da academia.
3 – Namoro não tem pausa pra Copa!
É comum que os casais se utilizem do famoso “dar um tempo”. Geralmente, os brake-ups coincidem com algum evento especial, alguma festinha, ou até com o Carnaval, nos casos de extrema cara-de-pau.
E aí que, depois de uns dias, duas são as situações possíveis: ou o cara aparece com outra, nem aí para o que você está pensando; ou ele sente uma imensa saudade sua e pede pra voltar.
Aí, amiga, você vai ter de encarar a realidade…
a) a outra não quis mais ficar com ele,
b) ele não gostou da outra,
c) a outra tá de c* doce,
d) acabou a grana pra balada.
Ou depois vai ter de aguentar, eternamente o WE WERE ON A BRAKE do Ross.
4 – Os amigos “em comum” são amigos DELE, cazzo!
Essa é pra quem já viveu relacionamentos longos, quando os pombinhos adquirem um grupo especial de coleguinhas: “os amigos em comum” que, basicamente, são os amigos dele que você passou a aturar.
Depois de uns meses, eles são sua companhia preferida para ocupar o tempo que ficou disponível depois que você abandonou as amigas, “porque, afinal, são coisas da vida e cada uma segue seu caminho”.
Quando tudo acaba, você liga correndo pra estes “amigos” pra desabafar, se lamentar e, obviamente, conseguir informações privilegiadas de onde ele está, com quem, como, quando…
Só não se esqueça que este mesmo cara que é supersimpático com você é o mesmo que vai com ele pra balada, vai apresentar umas amigas, ou vai sempre ficar do lado dele, por mais que pareça compreensivo e amigão.
Na real, você tá é pagando mico.
5- Sofrimento Big Brother, quem curte?
Desnecessário mudar o subnick dramático de MSN e logar e deslogar 550 vezes. Tuitar músicas tristes e lamentações. Ou pior, inventar baladas fakes pra mandar no microblog “uhuuu, a noite foi animal, galera!”.
Ele não precisa saber que você está triste. Ou que está bem. Isso pouco importa. Aliás, quem está feliz ou chateado não precisa demonstrar, pois o sentimento se basta. E quando você estiver REALMENTE OK, quem é ele mesmo?
Este é o momento de ficar em casa, ou sair com os amigos de verdade, de se cuidar, de agregar valor, de provar pra você mesma que, no final das contas, amor de verdade é o amor próprio.
6- Golpe da barriga, golpe da periquita louca, golpe da amarração.
Amiga, o fundamental de tudo é: NÃO ADIANTA APELAR! Acredite você ou não, tem gente que finge que está louca, que vai se matar, que está tendo piripaque. “Não me deixe senão eu morro!!”.
O resultado disso é: você tem problemas sérios e, no máximo, vai conseguir segurar o cara porque ele tem DÓ de você. E, muito provavelmente, na vizinha bonitona ele vai sem dó…
Tem quem se utilize dos artifícios de amarração pro amor, macumba, encruzilhada, nome na boca do sapo, promessa, e faixa pra São Longuinho. Vou confessar que nem tenho muita experiência nesse ramo, principalmente porque a presepada toda pode dar errado. Ou pior, dar certo!!!!
Por fim, tem o apelo sexual.
Para as lolitas, serei clara e direta. Se você achar que ele não quer mais porque você não libera a mixaria, aceite a situação: você vai liberar, ele vai querer e, em seguida, vai embora. E fim de mixaria, se é que você me entende. É fundamental que você saiba o SEU MOMENTO. Se o cara não respeitar, PÉ NA BUNDA DELE.
No caso das mais maduras (OU NÃO, NÉ!!!) tem a mais joselita e doente das apelações: ESTOU GRÁVIDA. Nesse caso, minha filha, você pode matar o cara do coração, seus parentes e, de quebra, contrair (?) uma gravidez psicológica que só vai te engordar e atrapalhar seus preciosos hormônios. E, trust me, o que você menos precisa nessa fase é descontrole hormonal (ALÔ, TPM!!!).
Pior do que inventar que está grávida, só mesmo FICAR GRÁVIDA DE VERDADE pra segurar homem. Situação na qual você vai quebrar a cara duplamente, porque além de arrumar uma responsabilidade do tamanho de um caminhão, quando ele te largar e correr pra zona, você vai ter de ficar em casa amamentando. ROUBADA GERAL!
Enfim, garotas, when it´s over, IT´S OVER. E eu teria sofrido muito menos nessa vida se alguma louca tivesse me dito tudo isso enquanto eu chorava on the kitchen floor à la Amy Winehouse, no alto dos meus quinze anos, dizendo que eu nunca mais namoraria ninguém depois do Rodrigo.
GARGALHEI AGORA!
NUNCA MAIS!!!!!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA
A vida sempre segue e o melhor conselho que alguém me deu (ou será que eu aprendi sozinha?) é que quando – e, mais importante, enquanto - as pessoas se amam de verdade, não há barreiras que atrapalhem. Pelo contrário, as dificuldades só estimulam as pessoas a ficarem juntas, contra tudo e contra todos.
Se o seu relacionamento já tá com aquelas encrenquinhas, ele está muito quieto, ou você já percebeu uma mentirinha aqui e outra ali, pare e pense se realmente vale a pena. Pode ser que eu esteja totalmente errada e no seu caso essa baboseira não se aplique.
Mas, pode apostar, em 99% dos casos é isso mesmo, mas a gente não quer acreditar.
Dicas
- Leitura um pouco mais séria AQUI.
- A visão de um garoto AQUI.
- Um sofrimento de verdade AQUI.
- O break-up de Ross e Rachel no Friends AQUI.
- Leia o livro “Alta Fidelidade”, de Stephen Frears Nick Hornby.
A falta que alguém me fez.
Junho 1, 2010Esse texto é sobre a falta que ele me faz. É sobre sentir o que não se explica. É sobre lutar contra a vontade das coisas. Esse texto não é uma carta de amor, é um desabafo. É uma saudade enlatada e comprimida, embalada à vácuo.
Esse texto não é um pedido de casamento, não é uma carta de despedida, não são promessas vazias, não é uma explicação, não é uma canção, não é poesia. Não é uma declaração, não é uma petição, um projeto, uma lista, um roteiro, não é um guia.
Isso não é uma novela. Não é uma desculpa. Não é uma promessa. Não são palavras soltas, nem palavras presas. Esse texto não é um clássico, não é uma obra, não é um livro, não é uma fórmula. Esse é só um texto sobre a falta que ele me faz.
E como se escreve um texto assim? Um texto que contenha o por do sol. que contenha o instante de uma respiração. E que ande de mãos dadas, pulando e abraçado. Como se escreve um texto assim? Que beija de olhos fechados, que segura forte na hora do medo e que abraça na hora de amar. Um texto que não tenha mais mágoas, que saia na chuva e cuide na gripe. Quem me ensina a escrever um texto que deite do lado, que morda no braço, que fale de amor, que chore escondido, que corre pro abraço, que não goste da dor? Um texto que seja amigo, amante e sobrinho, que seja mãe e avô?
Esse é um texto com música. Com fotos. Presentinhos. è um texto que anda de mãos dadas. Que rouba beijinho, esconde bilhete e fala besteiras. E pode ficar aqui, horas e horas, sem fazer nem dizer nada, só de saber que você está aí, parado, olhando pra ele e prestando atenção.
É um texto elevador, um texto metrô. Texto-praia. Texto-quarto. É um texto eu-e-você. Que fala de companheirismo, cumplicidade, respeito e dedicação, disposição, paciência, amizade. Sobretudo, saudade.
Não quero que seja entendido errado, por favor. Porque ele não é um texto de quem corre atrás. De quem implora de volta. Ou de quem dá adeus. é um texto de quem sente falta, de quem tem um vazio e precisa dizer, precisa gritar. Mas um texto só é um texto porque não é fala, porque não é quadro, não é música. Esse texto só é um texto porque eu sou covarde, se é que esse é o nome de quem tem medo de se machucar.
Se bem que agora eu queria ser esse texto pra poder olhar nos teus olhos – estariam eles cheios de lágrimas? – e de tizer isso tudo. Dizer que faz falta, que agora eu sei, era amor. Dizer que todo mundo erra muito, que não quero deixar o bom passar e deixar a dor. Dizer que eu sofri muito e preferia não ficar sem. Que se um dia penso em ser feliz, você é o alguém. O alguém que está sempre comigo, chorando ou sorrindo, e chamando de “bem”. O alguém que eu mais admiro, que eu amo o sorriso, que não maltrata ninguém. Dizer que você é um menino, um homem, um amigo, meu amor vai além.
Esse não é um texto bonito, é um texto sincero. De amor e saudade. Sofrimento, cumplicidade. Tudo tão dolorido que me leva a escrever um texto só pra tentar te dizer a falta que você me faz.
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Este não é um texto novo. Achei ele escrito em uma folha de fichário no fundo do meu baú. Sem nome, sem assinatura e sem data. Mae é a minha letra e o meu sofrimento por causa da falta que alguém me faz.
Só não consigo lembrar quem!
Descartando o príncipe encantado
Abril 7, 2010Eu nunca idealizei um marido ideal e um casamento perfeito.
Esse é o tipo de pensamento que sempre evitei. Do tipo, se alguém me questiona porque não deu certo com o fulaninho, eu respondo que adoro frio. Se querem saber se vou casar com o beltrano, o Timão joga no horário depois da novela.
E aí eu me pergunto o motivo disso. Mesmo porque eu não sou uma pessoa que desacredite no amor verdadeiro. Pelo contrário, até acho que ele exista. Só acho praticamente impossível encontrar alguém que seja bem o meu número. Nem mais, nem menos.
Por exemplo.
Eu gosto de homens cavalheiros mas que respeitem minha autonomia e capacidade de fazer as coisas. Eu adoro que abra a porta do carro, mas detesto que coloque a mão pra fora da janela do carro quando eu tenho de mudar de faixa.
Acho fofo dedicar uma música do Cazuza, cafona uma da Ana Carolina.
Não gosto de homens brutos demais, que beijam achando que estão numa luta de jiu jitsu. E odeio aquele que parece estar namorando uma bonequinha de porcenana.
Eu sou chata, eu sei. Exigente, crítica, intransigente.
Mas sou bem resolvida com esta questão. Quero uma boa companhia e só. Nada de perder a cebeça e esquecer do mundo. Meu maior medo não é não encontrar meu par perfeito.
Mas encontrá-lo e ficar perdidamente apaixonada.
E ele por mim.
Todas as minhas fantasias…
Novembro 17, 2009A mãe da minha melhor amiga vai dar uma festa à fantasia. Anos sessenta/setenta. E eu estou convidada, claro.
Toda festa à carater é sempre a mesma história. Quem já tem uma fantasia em casa, usa. Quem não tem, ou aluga ou vai na Vinte e Cinco de Março se aventurar nas galerias e ladeiras da região.
A última opção (ótima em caso de urgência) é ir de hippie. Quem não tem um chinelão e uma camisa meio jaburu? É dever moral de todo cidadão ter em casa alguma coisa que possa compor um visú hippie. E, se não tem, alguém que você conhece tem. Com certeza.
Mas eu detesto essa falta de criatividade. E, na maioria das vezes, pago micão mesmo.
Na última festa de halloween eu me recusei a ir de bruxa e vampira. Assassino do Pânico, então, é o ó do borogodó. Então peguei um desentupidor de pia, camisolão da minha vó e um pouco de algodão pra enfiar no nariz. Fui de Loira do Banheiro mesmo, superando meu maior medo de infância.
(Nesse momento devo abrir um parênteses.
Teve uma vez, eu devia estar na oitava série, fui fazer xixi no banheiro do pátio do meu colégio. Quando saí da cabine, três meninas do primário que esperavam a sua vez saíram correndo como doidas, histéricas, gritando: “Tiaaaaa, socoooooooorroooooo, a loira do banheeeeeirooo!!!!”. No caso, eu.
Foi traumático.)
Mas assustador mesmo foi encontrar comigo no aniversário da minha prima. Cansada da mesmice dessas coisinhas meiguinhas de princesa sexy, diabinha sexy, enfermeira sexy, bombeira sexy… resolvi ir de Drag Queen. Quando eu entrei no salão, minha avó não me deu oi. Alguns segundos depois veio se apresentar “Você é amiga da Taty??? Sou a vó dela!!“.
- Vó, sou eu, a Yule!
- Que horroooooooooooooor, menina! Que traaaaaaaaaste!!!!!!!!
Na maioria das vezes, prefiro vestir um tema atual, uma personalidade, sei lá… pra não ficar aquela coisa batida, saca?
Mês passado eu fui na Pororoca, da Casper. Eu queria porque queria ir de estrela de filme pornô, com uma perucona loira, maquiagem biscate e um roupão, sei lá… Fui vetada! Tive que ir de mágica (afffff) e quase morri de tédio. O namoro terminou.
Uma vez aluguei a tal da roupa de bombeira sexy (???) e fui vestida de Britney Spears – Oooooops I did it again. Em uma Giovanna, da GV, fui de Baby One More Time. Em uma outra, encarnei a Amy Winehouse. Até de emo-fã-de-nx-zero eu já paguei mico.
Mas o cúmulo da falta de noção aconteceu no aniversário da minha mãe, ano passado.
O tema da festa era “Celebridades” e o convite deixava claro que só entraria quem estivesse vestido como alguém famoso. Minha irmã foi de Janis Joplin. Minha avó de hebe Camargo. Teve Kurt Cobain, Miami Ink e até a menina Maísa.
Eu tive a brilhante idéia de ir de Mulher Melancia.
Vestido vermelho, shortinho verde e enchimento na bunda e no peito. Exageradamente. Mas muuuuuuito mesmo. Minha mãe achou baixaria. Minha avó perguntou se era silicone. E, ainda por cima, botei meu então namorado de Mc Créu pra cantar a velocidade 5.
O namoro também terminou.
Mas estamos aí, dessa vez vou tentar não avacalhar e aparecer de Wanderléa. Mas confesso que a tentação tá grande… Já estou me imaginando cantarolando pela festa sustentando um cabelão…
Senhooooooor juííííííízzzzzzz… pare agora!!!!
Reflexões sobre a fanzice
Novembro 14, 2009Eu sou bem menininha mesmo. Não em todos os sentidos. Mas em alguns eu sou. E muito.
Sempre fui vendida do mainstream. Gostava mais da cheerleader loira malvada do que da nerd branquela e boazinha dos seriados americanos. Essa onda rocker-roupa preta-cabelo comprido nunca foi a minha cara. Eu gostava mesmo de futilidade.
Na época, o máximo do máximo era ter um ídolo ma-ra-vi-lho-so pra chamar de seu.

O ator Leonardo Di Caprio era o must, gatíssimo . (Gato na época, né? Atualmente, acho que ele é um branquela sem graça). Mas a minha grande ambição com treze anos era ser rainha da Inglaterra. Queria casar com o príncipe William. Pffffff.
Cresci na era das Boy Bands e qualquer garota insider do rolê precisava ter sua Spice Girl preferida. E o Backstreet Boy. As mais cafoninhas podiam escolher entre o K, o L ou o B. Depois surgiram o N’sync, o Five, Westlife, e derivados.
Uma fantasia toda criada em torno de um babaca qualquer. E, caso a mais sortuda das sortudas tivesse a chance de encontrar seu príncipe encantado (no meu caso era príncipe MESMO), a doida surtava, caía no choro, berrava e, por fim, se estatelava desmaiada no chão.
Mais recentemente, e calejada das babaquices da vida adolescente, conheci uma bandinha de rock de cinco meninos classe média, que lutavam por um lugar ao sol. Gente boa os caras. Entre meus amigos, a gente costumava apostar qual deles ia ser o mais concorrido pela pivetada, caso fossem famosos um dia.
- Eu aposto no Diego, claro. Vocalista é sempre o melhor. Fora que ele é o único bonito.
- Bonito??? Nenhum desses trastes vai ter fã correndo atrás.
Obviamente que, com a experiência que eu possuo na área, acertei. NxZero bombando na rádio e milhares de doidas berrando atrás.
“Ainda bem que eu cresci” pensei.
Mas a situação voltou à tona.
Alguns devem saber que eu tenho um outro blog que fala de futebol. Para escrever lá, muitas vezes, tenho de encarnar um personagem que não é EXATAMENTE o que eu sou. E, em uma dessas viajadas, inventei que sou louca por um zageiro do time.
Chicão é o nome do cara.
Não que eu não goste dele e não ache que joga bem. Mas daí a pedir o cara em casamento, obviamente que é uma brincadeira.

Pelo menos era o que eu pensava.
E esperava.
Até ele passar na minha frente e eu começar a tremer.
“PERA LÁ! Segura a periquita, Yule. Nem bonito ele é!”. Mas meu corpo não me obedecia e continuava tenso, coração batendo forte. Repeti algumas vezes, como um mantra, “Yule, minha filha, você tem VINTE E QUATRO ANOS“.
E me afastei CORRENDO dali.
Fiquei com o sincero medo de ter um treco, ficar sem ar e pagar o mico de desmaiar por ali mesmo.
Agora estou preocupada.
Qualquer periguete musa de alguma coisa teria empinado os peitos e ido à luta. Um charme aqui, uma rebolada ali. Com jeitinho é fácil fácil conseguir um jogador de futebol.
Mas não me enquadro aí não. Nem acho que tenho esse dom (siiiiim, a biscatice é um dom).
Também não tive a calma dos jornalistas, que fazem aquela cara blasé como se ver uma coletiva do Mano fosse algo corriqueiro, ou fazer uma pergunta pro Ronaldo.
Eu estou mais enquadrada na fanzice mesmo.
E acho que não tem solução.
Vou ser como aquelas velhinhas de oitenta anos correndo atrás do Roberto Carlos para tascar-lhe um beijo na boca.
Fazer o quê?
O jeito é eu ficar na minha e não contar essa história pra ninguém.
Paranormal Activity #ficadica
Novembro 13, 2009O bom da sexta-feira 13 é que sempre cai na sexta-feira.
Ou seja, um filminho de terror até tarde, pipoquinha e dormir no escuro, tentando não pensar que o espírito do Lúcifer vai entrar pela janela e puxar o seu pé, ou os fantasmas do purgatório estão passeando no corredor.
Eu assisti Paranormal Activity há uns dez dias, no Halloween – que nem sempre cai numa sexta-feira.
Os tuiteiros de plantão devem saber que ele está nos Trending Topics do Twitter há um bom tempo e quem é muito curioso (como eu) já foi atrás pra saber qualéqueé a dessa paradinha.
É um filme que se enquadra no ”Bruxas de Blair way of life”, which means um carinha com uma câmera, uma filmagem amadora e eventos sobrenaturais capturados meio sem querer. E, óbvio, alguém que achou a fita – ou os files - posteriormente e mostrou o fenômeno para o mundo.
Me pergunta se é baseado em fatos reais ou se a fita é de verdade mesmo.
- Não, não é.
Me pergunta se a história é boa ou o final é surpreendente.
- Não, não é.
Me pergunta se eu assisti o filme quietinha e não levei nenhum sustinho.
- Não, eu gritei igual uma louca.
Ou seja, não é nenhuma obra prima do cinema de terror. Mas dá medinho e tem bastante susto. Aliás, se quiser levar bastante susto MESMO, não veja o trailer abaixo (tentador, hein?).
Na real, vale a pena assistir só para colocar no seu Twitter #euviparanormalactivity.
Se quiser ver, tem que ir atrás de torrent ou link pra baixar o filme na ilegalidade mesmo. Até onde eu sei, não estreou no Brasil e, convenhamos, muito mais assustador assistir em casa, sozinho, no escuro, do que ter de se deslocar até o cinema, pegar filão e ainda aguentar a molecada causando na sala.
Ah, claro, já ia esquecer de falar do que se trata a parada.
Um jovem casal americano de classe média (????) muda para uma pããããta casa linda e enorme e passa a escutar sons estranhos no meio da madruga (não, eles não têm vizinhos). O marido, então, compra uma câmera e decide filmar as noites do casal.
Não, gente, não tem putaria.
Mas, daria um bom enredo para filme pornô, né?
Alexandre Frota e Brasileirinhas, #ficadica também.
A ladainha de sempre
Novembro 12, 2009Vou contar uma linda história de amor. Vou falar sobre o meu casamento.
Quando eu tinha uns dezesseis, dezessete anos, ainda menina, conheci o homem dos meus sonhos. Aquele alguém que me fazia sorrir logo de manhã. Que me tratava como uma princesa. Aliás, era assim que ele me chamava. Baixinho. No pé do ouvido. Princesa.
Namorei. Mas quem já se apaixonou sabe que namorar é pouco. Muito pouco para o homem dos meus sonhos. Eu queria passar o tempo todo com ele. Conhecer seus amigos, sua famíia. Queria lavar e passar a sua roupa. e preparar seu suco no café da tarde. Eu queria casar.
Com uns vinte e pouquíssimos anos eu casei. Nessa hora não importa se eu tenho grana pra comprar uma casa, ou se eu já vivi o que tinha que viver. Importa o amor. Importa o carinho. Importa o cara dos meus sonhos. Então, cheia de certezas absolutas, eu casei.
Vestido branco, véu e buquê. Casamento mesmo, com madrinha, dama de honra e lua de mel. Daquele que toda mulher sonha em ter. Com amor. Eu tive. Eu tenho. Todo dia, desde entao. Todo dia, todo dia, todo dia. Todo dia.
Mesmo que em alguns deles a gente se desentenda. Mesmo que o sexo falte de vez em quando. Isso é tão normal! O que importa é que eu te amo, amor. Seremos sempre felizes. Sempre, sempre, sempre.
Mas de uns tempos pra cá ele andava meio estranho. Longe. Falou em terminar uma, duas vezes. Como assim terminar? Divorciar? Como é que eu fico nessa história? E o nosso amor? E a família que queremos ter. A gente planejou tudo, tim tim por tim tim, lembra?
Achei a história bem esquisita.
Eu sei como são os homens. Mas isso não se aplica ao meu homem. Não mesmo.
Ainda assim, fui conferir. Em uma de suas saídas, decidi ir atrás. Mas ele não foi ao lugar combinado. Sumiu. Em seu celular, uma mensagem. tremi. Chamava alguma biscate de princesa. PRINCESA? Quem é essa vagabunda?
- Amor, eu te traí. – ele disse – Eu sei que errei, você não merece isso de forma alguma. Você é uma princesa e não merece um imbecil como eu.
A notícia chegou como um soco na minha cara. E uma facada no peito. E um tiro nas costas. Ao mesmo tempo.
Mas eu sei que ele não é como os outros. Ele é bom. Ele me ama. O erro foi meu. Eu que me perdi. Eu que me desvirtuei. Eu que não lhe dei o que ele precisava. Não prestei atenção nos sinais que ele me deu. Ignorei. Como pude deixar isso acontecer com o amor da minha vida? Ele não errou. A culpa foi minha! Eu te amo, eu te perdoo, eu quero tentar mais uma vez. Mais duas. Mais três.
Me diz que essa biscate foi só um caso, vai. Que não valeu nada.
- Claro, amor. Eu nunca quis te machucar. Me arrependo. As horas de interurbano, as noites mal dormidas, ã “nossa” música, as lágrimas no chuveiro, o beijo dela… nada disso conta perto do amor que tenho por você. Nada! Te prometo e juro que não vou mais falar com ela. Só você me importa. Só o nosso amor. Só isso. Nada mais.
A resposta dele me pareceu bastante convincente. E, desde então, estamos melhores do que nunca. O sexo voltou. O carinho. Os sucos no café da tarde. Ele é só meu. Meu amor. E pronto.
Pra sempre, sempre, sempre.
Este texto é uma homenagem ao filho da puta que enganou a mulher e depois me enganou também.
*Esse texto é fictício. Qualquer semelhança é mera conidência.
Mas é sem putaria MESMO!
Novembro 11, 2009É quase um alívio abrir a página de edição do wordpress e poder escrever algo que não seja sobre o assunto proibido*.
Se eu quiser, posso contar onde estava ontem, no momento do apagão (num barzinho tomando Bohemia). Posso emitir a minha opinião sobre a superpop Madonna e seu namoradinho Jesus (seria um incesto?). Furnas, Uniban, presidente Lula e meu ex-namorado.
Qualquer coisa!
Claro, só não pode ter putaria.
Afinal, este ainda é um blogue de família e eu detesto falar palavrão.
*assuntos referentes ao que escrevo no outro blog não serão tolerados nesta página.















